"Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és"
Penso que depois de tudo que passou e todas as situações tragi-cômicas, enfim, encontrei a Razão.
Ainda que torta, feia, suja. Ainda que mergulhada em lágrimas e coberta de sangue.
Meu coração quer calma, na verdade, meu coração quer ser fofinho.
Quero beijinhos e amores e ser a lindinha.
Tudo ficou obsolleto que nem o velho obsolleto.
Não há mais conserto. Estou sentindo como se disperdiçasse a caixa que só pode ser aberta em situação de emergência. E agora? Não é situação de emergência. E eu perdi a caixinha pra sempre.
Não vou mais conseguir ser a mocinha, a lindinha, a pretinha.
Aliás, eu nem sei que conceito as coisas têm agora. Só sei que gosto de carinho. Gostei mesmo. Fazia tempo que eu não sabia direito o que era isso. Três beijinhos demorados na bochecha e como eu sou boba!
Tudo dói ainda, mas o menino-homem é sábio. Incrivelmente sábio. Cansei da indiferença, do medo, da teimosia, do peso.
Tem um bloco de alegria passando e me sinto na paralisada numa quarta-feira de cinzas.
Eu não quero mais fingir que não é comigo, fingir que não é com os outros.
Eu quero me entregar, como sempre fiz. Bancar a pose e fingir indiferença não é comigo.
Eu sou fofinha, amorosa. Quero fazer presentes, pintar blusas, escrever cartinhas sem que haja um joguinho de interesses, joguinho de amor aí.
Minha gente, pra quê que existe isso, hein? Qual é o mal que existe em se entregar, se derreter e dizer mil coisas lindas e ficar horas sendo admirada e admirando?
Eu não posso causar mal nenhum. Eu só posso doar amor. Love grows better here. ♥ Eu vou deixar ele crescer o quanto quiser, por quem quiser, sem ficar me tremendo de medo porque 'ainda não é a hora'. Dane-se.
"Quando a gente ama, é um clarão do luar
Que vem abençoar"
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
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