terça-feira, 24 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Não podia faltar mesmo. :P
Rádio Blá - Lobão
Ela adora me fazer de otário
Para entre amigas ter o que falar
É a onda da paixão paranóica
Praticando sexo como jogo de azar
Uma noite ela me disse "quero me apaixonar"
Como quem pede desculpas a si mesmo
A paixão não tudo tem nada a ver com a vontade
Quando bate é o alarme de um louco desejo
Não dá para controlar, não dá
Não dá pra planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá, blá, blá, blá, blá
Eu te amo
Sua vida burguesa é um romance
Um roteiro de intrigas
Pra Fellini filmar
Cercada de drogas, de amigos inúteis
Ninguém pensaria que ela quer namorar
Reconheço que ela me deixa inseguro
Sou louco por ela e não sei o que falar
O que eu quero é que ela quebre a minha rotina
Que fique comigo e deseje me amar
Não dá para controlar, não dá
Não dá pra planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá, blá, blá, blá, blá
Ano de 2006, Teatro José de Alencar, Marcos Paulo, muitos pulos, cabelos balançando suados e algum álcool. :P
E eu não faço ninguém de otário, só pra que fique bem claro.
Ela adora me fazer de otário
Para entre amigas ter o que falar
É a onda da paixão paranóica
Praticando sexo como jogo de azar
Uma noite ela me disse "quero me apaixonar"
Como quem pede desculpas a si mesmo
A paixão não tudo tem nada a ver com a vontade
Quando bate é o alarme de um louco desejo
Não dá para controlar, não dá
Não dá pra planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá, blá, blá, blá, blá
Eu te amo
Sua vida burguesa é um romance
Um roteiro de intrigas
Pra Fellini filmar
Cercada de drogas, de amigos inúteis
Ninguém pensaria que ela quer namorar
Reconheço que ela me deixa inseguro
Sou louco por ela e não sei o que falar
O que eu quero é que ela quebre a minha rotina
Que fique comigo e deseje me amar
Não dá para controlar, não dá
Não dá pra planejar
Eu ligo o rádio
E blá, blá, blá, blá, blá, blá
Ano de 2006, Teatro José de Alencar, Marcos Paulo, muitos pulos, cabelos balançando suados e algum álcool. :P
E eu não faço ninguém de otário, só pra que fique bem claro.
An unfortunate slide
"I don't think you unworthy
But I need a moment to deliberate"
...

Olhava os sapatos e pensava. Os pés bonitos e bem desenhados ainda tinham alguns calos, mas incrivelmente bonitos. Não era daqueles pés pequenos nem de princesinha de conto de fadas. Pés firmes, sem cavas, mas firmes. Forçava e pisava com o calcanhar, fazia barulho. No andar de baixo, a mãe sempre reclamava: 'Menina, pisa direito, parece que pesa uma tonelada!'
...
Para ler ouvindo: Falsa Baiana - Roberta Sá, no CD Sambas e Bossas. :)
But I need a moment to deliberate"
E eu vou ser assexuada. Pelo menos, se me deixarem, né, Sávia? ahsuashaushaus
Começar a fazer mais por mim. Porque eu continuo sendo o centro de mim mesma, oras! :P
Clichê, mas amor próprio está sempre em alta. :*
Começar a fazer mais por mim. Porque eu continuo sendo o centro de mim mesma, oras! :P
Clichê, mas amor próprio está sempre em alta. :*
...
Olhava os sapatos e pensava. Os pés bonitos e bem desenhados ainda tinham alguns calos, mas incrivelmente bonitos. Não era daqueles pés pequenos nem de princesinha de conto de fadas. Pés firmes, sem cavas, mas firmes. Forçava e pisava com o calcanhar, fazia barulho. No andar de baixo, a mãe sempre reclamava: 'Menina, pisa direito, parece que pesa uma tonelada!'
Pensava que talvez pesasse mesmo. A vida tão difícil, mas ela nem lembrava isso, as pessoas olhavam com pena, como se ela tivesse tido tanto sofrimento, mas na verdade foi tudo tão natural! A imensa dor sempre foi vista com alegria por não achar tão pesada de carregar. E essa tonelada toda só era sentida nos calcanhares.
Há quem diga que andasse como uma dessas moças de propaganda de xampu, mesmo com os cabelos curtos, insistiam nessa. Outros diziam ter graça o seu andar, como se fosse parar a cada novo passo. De tão diferente era o caminho que os pés faziam para fazer-lhe o dever de locomoção. E adorava caminhar. Sentir o vento, os cabelos, o chão firme.
Os pés não usavam salto, na maior parte do tempo, agradeciam por isso. Não dispensavam uma boa dança de ponta. Bem na pontinha mesmo dos pés. A moça ficava delirante. Cabelos soltos, o suor no corpo, a ponta dos pés descalços - imuuuundos - e o samba.
Como era aquilo? Ninguém nunca ensinou! Na verdade, nunca vira nem sua mãe dançar daquele jeito. Quem visse acreditava ser sambista desde a infância. Que nada! Dançarina de espelho e olhe lá. Precisava sempre de uma boa dose de vodka para que os pés não se aguentassem mais parados e tomassem conta de todo o corpo. A verdade é que gostava, não podia nem ouvir um barulhinho de batida mais profunda.
Mas não era em nada disso que ela pensava quando fitava os pés dentro dos sapatos. Era no caminho novo, solitário, inusitado. Nas decisões e nos caminhos. Queria fechar os olhos e ser levada pelos pés. E o que escolhido fosse, estava feito. Mas e se ela olhasse pra trás? E se os pés pisassem em falso? E se alguém tivesse fechado seus olhos de propósito? E se esse alguém escolhesse o caminho bom?
Tantas dúvidas, que ela só pensava num pé na frente do outro. Num pé sambando. No duro? No duro? Tinindo trincando. Com pesar e elegância. Esperando o sapatinho de cristal e, enfim, deixando-se levar pelo caminho.
...
Para ler ouvindo: Falsa Baiana - Roberta Sá, no CD Sambas e Bossas. :)
segunda-feira, 16 de março de 2009
Magra (Lenine)
Moça
Pernas de pinça
Alta
Corpo de lança
Magra
Olhos de corça
Leve
Toda cortiça
Passa
Como que nua
Calma
Finge que voa
Brasa
Chama na areia
Bela
Como eu queria
Magra, leve, calma
Toda ela bela
Tudo nela chama
Segue
Enquanto suspiro
Toda
Cor de tempero
Cheira
Um cheiro tão raro
Clara
Cura o escuro
Ela
Braços de linha
Dengo
Cheio de manha
Durmo
E peço que venha
Acordo
E sonho que é minha
Magra, leve, calma
Toda ela bela
Tudo nela chama
Lenine é tuuuuudo na vida! :)
quinta-feira, 12 de março de 2009
:)
Alegria era o que faltava em mim. Depois de muita história, complicação.... as coisas estão desenvolvendo e eu diria que bem. E realmente fiquei doente, meus olhos estão inchados e eu queria dormir sem febre. :~
Mas tudo será diferente no amanhã que virá. :DDDD
Mas tudo será diferente no amanhã que virá. :DDDD
quarta-feira, 11 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Trip
Why did I bring myself so far away?
Why so many mountains, so many trails
So many laps and so many corners?
Why did I had to visit
So many strange places?
At every hill I go through
just before reaching the top
I ask myself the question:
What is all this for?
All the fear, all the effort?
Why? Why? ohh Why? Why?
From the place I am in
In the middle of that long walking
I can see lots of tunels
Mountains, roads both
behind and ahead
I ask then and again
once more at each stop
allways the same question
What is all this for?
All the fear, all the effort?
Why...
In the middle, right in the middle of that long trip
It happens I no longer know
Why, what for or where
I am going
Kátia Freitas
Why so many mountains, so many trails
So many laps and so many corners?
Why did I had to visit
So many strange places?
At every hill I go through
just before reaching the top
I ask myself the question:
What is all this for?
All the fear, all the effort?
Why? Why? ohh Why? Why?
From the place I am in
In the middle of that long walking
I can see lots of tunels
Mountains, roads both
behind and ahead
I ask then and again
once more at each stop
allways the same question
What is all this for?
All the fear, all the effort?
Why...
In the middle, right in the middle of that long trip
It happens I no longer know
Why, what for or where
I am going
Kátia Freitas
sábado, 7 de março de 2009
Pequenas quinquilharias para colecionadores precoces.
Desoriento a sensação de conforto sobre a pele
Consciência do corpo como da primeira vez
Tortidão que pega os braços e aperta o coração
Tudo me poema e aperta com sinto ou cinto
Enferrujar aos poucos
Deixar o tempo desbotar o dentro, para depois o fora
Colar os objetos com a linha desenhada
Escrita que vem como coisa que fala, chão que fala
Objeto sim, entre os pés de asfalto e os de terra
Grafito macio um barulho de um suspiro
Com o meu musicar, escorrega em algumas notas de vento e fumaça
Com permissão de cantarolar, ouço a risada de minha própria
letra que escorre como dia de chuva, letra desenhada em tinta que ficou
Ficar pra cima é só jogar a seta pro alto
Salientar os pontos culminantes e depois amor-tecê-los
São épocas como tudo: ciclos, coleções, desprendimentos, decifrações
Sonho para sempre, sonho para sempre e escrevo a incompletude de todos os sonhos
Vou comtemplando a aculteza de não-ser por estar descascando a pele suja.
Fê Luz
Consciência do corpo como da primeira vez
Tortidão que pega os braços e aperta o coração
Tudo me poema e aperta com sinto ou cinto
Enferrujar aos poucos
Deixar o tempo desbotar o dentro, para depois o fora
Colar os objetos com a linha desenhada
Escrita que vem como coisa que fala, chão que fala
Objeto sim, entre os pés de asfalto e os de terra
Grafito macio um barulho de um suspiro
Com o meu musicar, escorrega em algumas notas de vento e fumaça
Com permissão de cantarolar, ouço a risada de minha própria
letra que escorre como dia de chuva, letra desenhada em tinta que ficou
Ficar pra cima é só jogar a seta pro alto
Salientar os pontos culminantes e depois amor-tecê-los
São épocas como tudo: ciclos, coleções, desprendimentos, decifrações
Sonho para sempre, sonho para sempre e escrevo a incompletude de todos os sonhos
Vou comtemplando a aculteza de não-ser por estar descascando a pele suja.
Fê Luz
Angústias de ser.
Queria conseguir colocar meu coração nas coisas de novo. Queria chorar. Nada me comove.
Só a ausência de papai me põe lágrimas no rosto. A saudade tem apertado como nunca antes.
Quero o sorriso de papai, as brincadeiras sem graça dele, a minha cara de emburrada pra depois ouvir um 'Vem cááááá, sua doida! Tu é doida, é?'. :~
Papai, me faz chorar. Me visita no meu sonho, me faz acordar com a sensação do teu abraço.
Só a ausência de papai me põe lágrimas no rosto. A saudade tem apertado como nunca antes.
Quero o sorriso de papai, as brincadeiras sem graça dele, a minha cara de emburrada pra depois ouvir um 'Vem cááááá, sua doida! Tu é doida, é?'. :~
Papai, me faz chorar. Me visita no meu sonho, me faz acordar com a sensação do teu abraço.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Todas elas juntas num só ser.
Será mesmo que todas as qualidades que eu procuro estariam todas juntas num só ser que nem a música?
Será mesmo que as coisas não saíram do meu controle?
Será mesmo que eu posso pensar?
Será mesmo que eu vou esperar menos do que eu imaginei?
Será mesmo que tudo sempre esteve tão por perto?
Será que eu ainda vou lembrar disso aqui tudo depois de passar?
Será que eu vou ser bem sucedida?
Tantas perguntas e eu estou a beira de um infarte lírico, épico, em prosa e em poesia.
Me deseje sorte. :*
Será mesmo que as coisas não saíram do meu controle?
Será mesmo que eu posso pensar?
Será mesmo que eu vou esperar menos do que eu imaginei?
Será mesmo que tudo sempre esteve tão por perto?
Será que eu ainda vou lembrar disso aqui tudo depois de passar?
Será que eu vou ser bem sucedida?
Tantas perguntas e eu estou a beira de um infarte lírico, épico, em prosa e em poesia.
Me deseje sorte. :*
domingo, 1 de março de 2009
Planetinho.
"Vou mostrando como sou e vou sendo como posso.
Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos.
E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto.
E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas.
Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta."
As coisas sempre passaram muito rápido na minha vida, todo tempo passando gente, vendo gente, acenando, sendo uma vereadora... hahaha
E agora eu só me imagino justamente desse jeito! :) Quero fazer parte desse mistério e esperar as coisas boas que estão por vir!
Todo mundo tem reparado como eu tenho andado feliz e bem. Mamãe disse que eu estou mais linda do que nunca e eu me dou por satisfeita com tudo isso. Vou participar, vou ser o mistério do planeta. E se for de me envolver que seja com alguém leve e um moleque como eu.
Oba, oba, oba. Aqui vou eu, planetinha! :*
Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos.
E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto.
E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas.
Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta."
As coisas sempre passaram muito rápido na minha vida, todo tempo passando gente, vendo gente, acenando, sendo uma vereadora... hahaha
E agora eu só me imagino justamente desse jeito! :) Quero fazer parte desse mistério e esperar as coisas boas que estão por vir!
Todo mundo tem reparado como eu tenho andado feliz e bem. Mamãe disse que eu estou mais linda do que nunca e eu me dou por satisfeita com tudo isso. Vou participar, vou ser o mistério do planeta. E se for de me envolver que seja com alguém leve e um moleque como eu.
Oba, oba, oba. Aqui vou eu, planetinha! :*
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