Eu quero fingir pelo restos dos meus dias, que isso não é comigo.
Que nada disso sou eu.
Eu tenho vergonha do que sou, do que as pessoas pensam de mim, da pena que elas sentem por mim. Eu queria sumir. Que as pessoas me esquecessem de suas memórias e que eu esquecesse delas num piscar de olhos. Eu não quero ser desse jeito. Afastar as pessoas assim.
Tenho vergonha de tudo que sou e de tudo que faço. Odeio quando as pessoas me conhecem de verdade e vêem o ser humano desprezível que eu realmente sou. Finjam que não sou eu, finjam que não é comigo nada disso. Mais uma vez, esse blog é completamente meu. Eu sou tudo o que diz na frase.
Não há proveito nenhum em mim, só fama. E eu sofro cada microssegundo com isso. Peço perdão por cada vergonha que os fiz passar, por cada palavra sem noção, por cada palavrão, por cada falta de compreensão, por cada falta de tato e pelo tanto que os fiz sofrer ou magoar e nunca vão esquecer. Desculpa, tia Marie, Marcuzin, Igor, Mamãe, Kaká, Priscilla, Rodrigo, João, Mikhaell, Gabriel, Careca, Ana Luíza, Urik... Eu não quero virar santa, mas eu queria que essa dor imensa de ser eu mesma passasse e eu conseguisse dormir sem tomar nada, sem demarrar uma lágrima com um sorriso bocó, sincero... feliz.
Marla Monise.
(Que nenhum ser humano tente me procurar no Google).
sábado, 24 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Fiz questão de que a foto fosse grande assim pra se ter a dimensão da minha morenice e do meu suor. Em plena Olinda no glorioso Carnaval do ano passado. :)
E hoje foi um dia de calar. Lá pelo meu bom, magro e velho amigo de sempre.... Ainda mil coisas a fazer, mas metade delas já resolvidas. Ufa. E foi um dia de calar porque eu simplesmente fiquei ouvindo sobre energias e coisas da tia Scheila que é sempre uma graça e um amor.
A velha tesoura de sempre. Coisas, coisas... :P Que coisa! E está tudo bem. E ainda ficará a little bit better.
...
As coisas estão começando. Tudo começa mesmo depois do carnaval, então isso faz com que eu me sinta menos atrasada. Tenho andado meio devagar, tenho olhado pro chão, com aquele mesmo olhar tímido e envergonhado que um antigo garoto detestava, brigava comigo até por isso.
Mamãe está feliz por mim, as últimas notícias deram-lhe novo ar. 'Pior que sofrer sozinha é sofrer acompanhada, já passa'. Então, abarrotando-me de coisas, lá vou eu.
E no fim das contas, alguns deixam, outros recomeçam. E eu não quero me enquadrar em nada. Não quero pensar nisso. A técnica continuará e não durou dois dias, apenas. It will last. Ando precisando de alguém que brigue comigo, grite comigo. E que eu não chore por causa disso. Isso sim será difícil.
(E nessa hora, Kátia me canta: What is all this for? All the fear, all the effort? Why?)
Wish me luck too, my idol.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Há varios tipos de pessoas. Chatas, pentelhas, ignorantes, bondosas, generosas todas com a sua essência. E eu tenho todas elas em mim mesma numa grande confusão. Pode parecer meio pretensiosa a afirmação, mas eu sinto como uma verdade intensa o tempo inteiro.Existem seres humanos que não mudam quando magoados e machucados por alguns 'tombos'. Eu considerava que eu não mudasse por estas coisas. O tempo e a maturidade sempre me dizem que não. Eu caio sempre em erro. E mudando o tempo todo, apesar de muitas coisas não mudarem nunca.
É um sentimento antitético, paradoxal que toma conta de tudo que é perto de mim. Eu posso ser qualquer coisa. Isso me assusta. Muita gente não muda muito, feito papai que morreu o mesmo cabeça dura que era aos doze. Outras mudam incrivelmente, como mamãe.
Eu consigo ver mudanças em mim. Não é sempre, mas elas existem. Eu nunca faço listas de ano novo com minhas metas. Eu nunca programo muito as coisas assim. Talvez me fosse útil.
O que eu quero falar mesmo é que eu mudei em dois dias. Em DOIS MÍSEROS DIAS. Eu quase não me reconheço, eu mal me reconheço. E o melhor de tudo é que eu tô gostando. Eu tenho medo da mesma rapidez que me modificou, volte a me deixar lamuriosa e triste como sempre.
Minha mudança não foi lá das maiores, mas as pessoas irão sentir. Acho que não foi tão do nada assim. Um grande, velho e magro amigo tem muito a ver com isso, não ele em si, mas a situação em que me pôs. As coisas fora do lugar como ficaram e ainda estão me deram uma maturidade e uma boca mais fechada. Muito mais fechada.
E um coração mais duro. Tristemente mais duro como eu não achava que fosse capaz, eu sempre pensava que as coisas do passado e as pessoas passadas nada tinham a ver com as de agora e portanto, não era justo que as novas pagassem pelas antigas, enfim, mas eu descobri que as pessoas são mais iguais do que diferentes entre si, porque o que as difere basicamente é de foro material do que qualquer outra coisa. São os mesmos seres humanos cruéis por dentro, capaz das mesmas coisas, reagindo do mesmo jeito a iguais situações. E eu enrijeci. E com gosto. Nem mesmo as mais doces e afáveis serão capazes de me amolecer at all. Nem velhinhas. Nem criancinhas com olhos d'água.
Eu tô abrindo exceção pr'aquelas que eu sempre fui rude e dura. A chata e insuportável da foto. E essa eu acho que não hei de mudar essa Marla em mim nunca. É só me chamar num momento mais inoportuno que eu já solto o 'que é?' tão odiado de todos.
Não se pode endurecer e piorar pros que te amam de sempre. Eu falo de mamãe, eu falo de Kaká. Descobri que o abraço delas têm sido tão melhor que o de qualquer outro.
E eu me envergonho menos ainda agora de sair marcada de batom com o beijinho de mamãe. Que os outros sofram com minha chatice, não os meus chegados, oras! :)
Que fique claro que minha chatice é suportável. E as pessoas gostam de mim ainda assim.
Eu continuarei cuidando chata e gentilmente dos meus amores.
domingo, 4 de janeiro de 2009

Voltei de viagem. E é um choque de realidade que só Deus sabe. Todos aqueles problemas que você tinha esquecido, aquelas pendências, as esperanças, as conversas adiadas, até as contas pra pagar - hahaha.
Eu sinto uma saudade imensa da minha turminha de lá, da nossa famigerada casa do Pecém e dos meus amores da faculdade.
As brincadeiras de palavrões e insultos na casa, os gritos forjados do Careca, a minha brutalidade, a insuflagem de brigas do Igor, a doçura da Liana, a satisfação da Alíria em dizer palavrões, as situações sem noção de todooooos! Ítalo e seu espaço zen que o digam.
'Mermão, tenha consciência!'
hahahaahahahahahaahahahahahahahaha
E que saudade das pessoas queridas da minha sala de aula. Em pensar que só praticamente em março verei... :~~
Quero todos e quero ao mesmo tempo. Quero minha rotina, minha Cultura, minha cara de enjoada, minhas horas de sono perdidas, minha faculdade linda com as minhas pessoas! *.*
E meu show de fogos na virada foi a coisa mais linda, literalmente, do céu. E eu tava com o meu povo, meu pessoal, turminha do barulho aprontando todas a valer, numa aventura muito louca cheia de peripécias - macacos me mordam! - ali, do lado e eu chorei e nem foi por muito tempo. E a gente pulou ondinhas juntos, a coisa mais linda da vida. Pulando mil ondinhas... :) Que pra Liana, só valia as ondas que ela mandava - chata, ela!
....
BRINKS! :D
Um 2009 perfeito, de roupa suja lavada, de alma limpa e daqueles desejos clichês de ano novo. :*
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