Típico dia atípico. Coisas acontecem e o meu grande e enorme medo se desfaz em alívio e tudo que eu consigo pensar é 'I told you so'. Sinto fracasso, poucas forças. Meu corpo não vai responder de novo e eu já sei disso, pelo menos tenho todos os meus lindos amigos. :) E isso realmente me deixa feliz.
Agora eu vou ter que aprender a conviver com todas as lembranças e aprendizados que tive, e isso sem isso me deixar mal ou nostálgica. Eu não quero entrar em desespero.
Na verdade, acredito que as coisas ainda não tenham ido parar no meu ID, superego, inconsciente, o que quer que seja. E eu sinto alívio completo de que ninguém lê isso aqui além do Gabriel - obrigado pela atenção, de verdade - mas eu não queria mais ninguém sabendo das coisas.
Eu sinto vergonha do que está por vir. Sinto medo - ô novidade - das coisas também, dos comentários das pessoas... E sinto culpa, incrivelmente culpa. No fim, eu ainda acho que causei tudo sozinha como sempre. Sozinha que sempre fui nessa vida. :~
Nada será como antes. Estou sentindo o cheiro de shampoo que vem do apartamento ao lado, é bom não estar em casa e ter outros ares pra se ficar e eu gosto da casa do bom e velho magro amigo. Sinto-me à vontade de acordar de noite, atacar a geladeira, chorar se for preciso e mesmo assim ter alguém pra dizer: 'Doido, o que foi?' Isso realmente me deixa feliz e bem (eu amo vocês, meus amigos).
É isso. É dormir e não acordar cedo, é se ocupar, é não pensar - ok, eu não entendo essa arte - em nada.
As coisas parecem se repetir do outro lado e eu pelo menos tenho o consolo de saberem como eu me sinto, mas eu não vou mendigar, não vou me humilhar, eu não tenho motivos. Que seja feliz. E que eu sofra tudo tudo tudo que eu não sofri antes, que seja tudo intenso, muito intenso e passe logo.
Eu não queria deixar esse blog triste de novo, então: tenho uma carteira de motorista pra receber e uma sandália linda que mamãe me deu. Um amor que mamãe é. Uma fofura de sandália que nem a MINHA mãe.
Eu ainda não consigo chorar. E meu corpo começou a não reagir. Eu queria ouvir a vozinha do Tibério dizendo que 'isso passa, eu já passei por isso' pra me acalmar como só ele conseguia, queria o sorriso de papai amanhã de manhã me chamando de doida, queria o infinito abraço do Igor um dia inteiro, a doçura da Liana, o afago das mãos da minha irmã tão miúda e com unhas roídas, o 'eu te adoro' de mamãe passando as mãos nas minhas costas.
Que eu não fique com febre.