Eu quero fingir pelo restos dos meus dias, que isso não é comigo.
Que nada disso sou eu.
Eu tenho vergonha do que sou, do que as pessoas pensam de mim, da pena que elas sentem por mim. Eu queria sumir. Que as pessoas me esquecessem de suas memórias e que eu esquecesse delas num piscar de olhos. Eu não quero ser desse jeito. Afastar as pessoas assim.
Tenho vergonha de tudo que sou e de tudo que faço. Odeio quando as pessoas me conhecem de verdade e vêem o ser humano desprezível que eu realmente sou. Finjam que não sou eu, finjam que não é comigo nada disso. Mais uma vez, esse blog é completamente meu. Eu sou tudo o que diz na frase.
Não há proveito nenhum em mim, só fama. E eu sofro cada microssegundo com isso. Peço perdão por cada vergonha que os fiz passar, por cada palavra sem noção, por cada palavrão, por cada falta de compreensão, por cada falta de tato e pelo tanto que os fiz sofrer ou magoar e nunca vão esquecer. Desculpa, tia Marie, Marcuzin, Igor, Mamãe, Kaká, Priscilla, Rodrigo, João, Mikhaell, Gabriel, Careca, Ana Luíza, Urik... Eu não quero virar santa, mas eu queria que essa dor imensa de ser eu mesma passasse e eu conseguisse dormir sem tomar nada, sem demarrar uma lágrima com um sorriso bocó, sincero... feliz.
Marla Monise.
(Que nenhum ser humano tente me procurar no Google).
sábado, 24 de janeiro de 2009
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