quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Dos medos.

De volta com o computador, que parou de ter frio. :)
De volta com meus planos. Distante, porém, de outras velhas coisas.
E eu acho que a minha vergonha e minha tristeza pelas próprias coisas que eu causo acabaram.

Ou não.

Tem coisas que eu realmente queria reconquistar, meu acho que nunca vou merecê-las de novo.
Acho que o tempo passou e as coisas não voltam mais e eu tenho que me contentar em ser algo do passado.

Tudo que eu queria, eu acho que tenho que ter muito mais calma e muito mais mesmo.
Como suportar, alguém que precisa das coisas pra ontem, que resolve tudo em menos de um segundo, que não consegue pensar duas vezes antes de decidir, ser de repente, assim?
Como esperar as coisas baixarem, deixar passar a raiva antes de pular no pescoço das pessoas com respostas cruéis?
Como fazer pra não chorar quando a gente se sente pequena? Miúda, mais rasa que esse chão que todos nós temos que pisar?

Como não temer as novidades? Como não ter medo de ser substituída por qualquer um outro atrativo mais novo e bonito? Tive medo o tempo todo. Tenho medo o tempo todo.

Uma vida inteira de medos. Medo de ter um punhado de amigos novos que leve todo mundo pra longe de mim, a vida sempre leva. Quase ia me levando o Igor, o Igor! Veja só. Tenho medo que a Unifor leve Tati, que a UECE leve Liana, que Marcozim leve Alíria e vice-versa.

Tenho medo das pessoas, de viver, da efemeridade que há em tudo, da minha inconstância, medo da vida, medo das pessoas, medo de me sentir pouca, medo de ser sozinha, acho que no fim de tudo eu tenho um grande medo e uma vergonha enormes de ser quem eu sou. E talvez o 'Ou não' do começo do texto caiba bem aqui.






...


Por que eu penso tanto? Alguém me entende? Alguém tem remédio pra isso?

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