As coisas que me assustavam já pararam. O peito ainda aperta um pouco, mas não é nada demais.
A última vez que mamãe dormiu mal foi a do meu telefonema e depois desse eu me sinto liberta.
Depois do egoísmo e da idiotice toda... puf, como a gente se engana com as pessoas, mas enfim...
Essa já apareceu em outros tempos e agora ela vem mais na íntegra
"Vem meu novo amor
Vou deixar a casa aberta
Já escuto os teus passos
Procurando o meu abrigo.
Vem que o sol raiou
Os jardins estão florindo
Tudo faz pressentimento
Que esse é o tempo ansiado de se ter felicidade"
Eu me vejo como os olhos negros de Lenine, cheios de mistério e de curiosidade, paralisando desde pequena, meu tio sempre me fala que sempre temeu meus olhos que eles recriminam as pessoas e me entregam. Que bom que eles sejam assim!
"A curiosidade de saber
O que me prende?
O que me paralisa?
Serão dois olhos
Negros como os teus
Que me farão cruzar a divisa? "
Pra terminar esse post musical eu lembro da música do Jorge Ben:
"Para que meus inimigos tenham pés
E não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos
E não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos
E não me vejam
E nem mesmo um pensamento
Eles possam ter para me fazerem mal
Porque eu estou vestida com as roupas
E as armas de Jorge"
Já escuto todas as facas, espadas, correntes caindo e se quebrando perto de mim. Eu me sinto alguém com um grande corpo fechado. Me sinto forte. Sou eu de novo. Muito prazer, meu nome é Marla Monise Campos de Castro Veras. Isso mesmo. Campos de Castro Veras!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
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