Desoriento a sensação de conforto sobre a pele
Consciência do corpo como da primeira vez
Tortidão que pega os braços e aperta o coração
Tudo me poema e aperta com sinto ou cinto
Enferrujar aos poucos
Deixar o tempo desbotar o dentro, para depois o fora
Colar os objetos com a linha desenhada
Escrita que vem como coisa que fala, chão que fala
Objeto sim, entre os pés de asfalto e os de terra
Grafito macio um barulho de um suspiro
Com o meu musicar, escorrega em algumas notas de vento e fumaça
Com permissão de cantarolar, ouço a risada de minha própria
letra que escorre como dia de chuva, letra desenhada em tinta que ficou
Ficar pra cima é só jogar a seta pro alto
Salientar os pontos culminantes e depois amor-tecê-los
São épocas como tudo: ciclos, coleções, desprendimentos, decifrações
Sonho para sempre, sonho para sempre e escrevo a incompletude de todos os sonhos
Vou comtemplando a aculteza de não-ser por estar descascando a pele suja.
Fê Luz
sábado, 7 de março de 2009
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